Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Os valores que perdemos, vamos voltar a ganhá-los

Estamos a viver um período complicado, devido à tal crise. A crise de que tanto se fala, é uma crise que não é só económica, mas também, uma crise de valores éticos e morais.

 

Quando começou a crise do imobiliário nos Estados Unidos da América, o tal subprime, que foi o inicio deste terramoto e destas sucessivas réplicas, ainda vivíamos numa época em que tudo era um dado adquirido, onde ninguém pensava que as Constituições nacionais (fonte de todo o Direito daquele ordenamento jurídico) fossem ultrapassadas por medidas economicistas, onde fossem ultrapassados direitos fundamentais, ou ditos fundamentais, como a saúde e a educação. Ainda nessa época, e anteriormente, a sociedade criou vícios comportamentais e por consequência défices de educação e de falta de respeito. Não é muito difícil de descodificar as minhas palavras através de exemplos do dia-a-dia. Vejamos, uma criança habituada a que os pais lhes façam todos os favores, lhes dêem tudo aquilo que ele pede, é fácil de perceber que tipo de adulto ele/ela vai ser.

 

Entristece-me ver pessoas com fome, entristece-me ver pessoas que antes eram vaidosas e agora a única 'vaidade' que têm é ter comida na mesa para dar aos filhos. Se for necessário utilizarei mais vezes a palavra entristecer, para reforçar o meu sentimento de tristeza em relação a essa mudança na sociedade, mas também, não fico nada contente em ver uma sociedade habituada a ter tudo e ao mesmo tempo a perder tudo o que deviam ser regras inatas do ser humano em relação a outros seres humanos, como por exemplo, o companheirismo, o respeito, o ser humano para com os outros.

 

Quando vejo em actos religiosos muitos jovens, questiono-me se esses jovens praticam todos aqueles valores que são ditos nesses

convívios. Pergunto-me se aqueles rapazes e raparigas são amigos de quem precisa, se são amigos daqueles que não acreditam nos amigos. É muito perigoso fazer este tipo de perguntas, porque as pessoas acreditam que aqueles que estão lá, que estão no epicentro do Mundo Religioso, são pessoas humanas. Serão?

 

Uma vez, num dia em que eu vinha da minha faculdade, passei por acidente de um carro, que por coincidencia era da mesma marca que o meu, e reparei que estavam a retirar uma rapariga jovem dentro do carro e a transportá-la para a estrada, onde estavam a tentar reanimá-la. Depois de alguns dias, sempre a pensar no acontecido, e depois de ver tantas raparigas da idade dela andarem na rua com o nariz "empinado", pensei assim,

 

"Para quê tanta vaidade, se de um momento para o outro somos lixo, não somos nada.... Mesmo nada!!!!"

 


publicado por plasticidadedasletras às 14:31
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